Exitus acta probat, O resultado comprova o ato. A culinária evolui. Não podemos deixar de experimentar um prato, devido ao ritual ortodoxo de fazê-lo. O que interessa é o resultado final, o sabor.

Tem pratos que exigem panelas especiais, condimentos raros, e um verdadeiro ritual alquimista para a sua elaboração. Imaginemos um prato simples, do dia-a-dia dos brasileiros: Feijão. O melhor feijão que eu já comi, foi deixado 24 horas de molho, sendo água trocada várias vezes. Depois disso foi cozido em uma panela de ferro, sem pressão, á lenha. Um detalhe: foi posto no fogo depois do jantar. Ficou no fogo brando a noite toda. No dia seguinte quando o fogo foi acesso novamente para fazer o café que o cozimento recomeçou. Na hora do almoço estava pronto, um feijão novinho, de sabor inesquecível. Além dos temperos normais, contava ainda com um sabor todos especial, um sabor defumado, que só um fogão à lenha proporciona.

Sei que qualquer um que provar, também não irá esquecer. Mas nem por isso deixaremos de comer um feijãozinho feito na tradicional panela de pressão, colocado para cozinhar uma hora ante de ser servido.

Isso é o que acontece com qualquer prato. Não podemos deixar de fazê-lo só porque não temos tempo, ou não temos a panela, ou porque falta um tempero. Tudo é permitido desde que seja saboroso. Faça do seu jeito, mas faça.

Exitus acta probat

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