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Acredito que a maioria dos Árabes que vieram para o Brasil no final do Século XIX e início do Século XX, eram Árabe-cristãos e deve ser verdade que todos que vieram fugidos de conflitos. Acredito também que a grande maioria destes árabes, são de origem Sírio-Libanesa. Mas de uma coisa eu tenho certeza: parte da cultura Árabe está entranhada na cultura brasileira e faz parte do nosso dia-a-dia. E o melhor, nem percebemos.

Já ouvi em algum lugar que algumas palavras que começa com “al” são de origem Árabe, e basta um rápida olhada no dicionário para comprovar que é verdade. Alface, algarismo, alfaiate, almanaque, almofada, são apenas um pequenos exemplos. Mas é claro que existem muitas outras.

Como é uma cultura milenar e há até quem diga que a civilização iniciou-se no que hoje é o Iraque. Ao comermos um simples quibe, talvez, estejamos repetindo um ato acontece deste de antes de Cristo.

Além disso, os Árabes espalharam-se por várias regiões. Do oriente-médio ao norte da África. No decorrer da história, ocuparam a Europa. Praticaram o comércio com o mundo. Espalharam também seus conhecimentos, suas ciências e sua cultura. São exemplos: a astronomia, a medicina, a matemática e principalmente três religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e a Religião Mulçumana.

Diante disso, fica muito difícil identificar onde surgiu um prato da gastronomia Árabe. O mesmo quibe feito no Líbano, é feito em Marrocos, no Brasil, no Irã, em qualquer lugar do Mundo. Mas com certeza tem um característica que os difere entre si.

Segundo Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Kibbeh), quibe é Kibbeh que significa bola, daí mais um motivo para acreditarmos que seus ingredientes pode mudar de País para País. Segundo o mesmo site, onde Kibbeh pode ser também Kubbah, temos no Iraque o Kubbah Halab, onde a massa é feita com arroz, mas têm também o tradicional carne com trigo conhecido com Kubbah Mosul. A carne usada normalmente é de carneiro, mas as ervas e formato também podem variar. Pode ser servidos: crus, cozidos ou fritos. Uma das variações é a assírio-iraquiana, cozido com tomates e temperos. No Líbano, os quibes crus servidos em um dia são cozidos no dia seguinte.

Mas é na América do Sul/Brasil que o prato tornou-se bastante popular e apresenta uma enorme variação, dentre algumas temos: cru, frito, assado, kibe-pizza, de frango, de carne de porco, com queijo, com carne, com ovo e até mesmo no espeto e ainda podemos recheá-lo com queijo. As formas são mais criativas ainda: redondo, achatado, comprido, com ponta só de um lado, com ponta dos dois lados e oco ou não.

 

 

Receita (Marcos Jammal)

 

Ingredientes:

 

1Kg de Trigo

1Kg de Carne Moída

500 grs de Cebola

200 grs de Hortelã

100 grs de Salsa

20 grs de Cebolinha

1 colher de sopa de pimenta síria

1 colher de sopa de alho amassado

2,5 colheres de sal

 

Modo de Preparo:

 

Coloque o trigo em uma vasilha e adicione água fervendo até cobrir. Aguarde até que o trigo absorva toda a água e fique macio. Acrescente a carne moída, o sal e os demais ingredientes moídos. Misture bem e passe tudo uma única vez na maquina de moer. Amasse mais um pouco e está pronto para servir.

Caso prefira enrole e frite ou espalhe em um tabuleiro bem untado com manteiga de leite, acrescente uma camada de carne moída temperada e refogada e mussarela, e outra camada de quibe. Espalhe mais manteiga de leite por cima. Corte os pedaços do tamanho que deseja servi e asse em forno médio.

 

Não tem máquina de moer carne?

 Bata os temperos no Multeprocessador e a massa uma única vez também.

 PS: Escolha uma carne moída de excelente qualidade e sem gordura. Fraldinha por exemplo. Apesar de ter gordura e fácil retirá-la. Também é uma das fáceis de limpar.